Um dia pareceu que as coisas caminhavam por si sós. Meio que independente da minha ação. Não sei dizer se era como sorte ou azar, mas acho que não. Talvez fossem só alguns elementos do meu agir. Parecia que tudo caminhava para um lado positivo. Mas uma outra constante também sempre foi a de que nada sairia perfeitamente.
O fato é que agora tudo chega de maneira torrencial e nunca fui tão ciente da minha ação. Qualquer deslize pode ser fatal e qualquer esforço é o mínimo que poderia fazer. Sei que se não agir prontamente conforme o jogo eu serei eliminado.
Tenho vivido um dia por semana
Acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado, nem futuro
Eu vivo um dia de cada vez
Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade
Quantas vezes a gente sobrevive a hora da verdade
"Os dias parecem séculos e se parecem uns com os outros". Tantos dias se passaram antes de eu voltar aqui e poderia enumerar várias razões. O pior de tudo é que quando a inspiração improvisada para os meus pensamentos chegou eu não pude digitar, estava com sono, precisando dormir, para acordar cedo e chegar onde estou agora e fazer ma coisa que eu estou fazendo. Estou me arriscando então, fazendo algo errado na hora errada, neste lugar. Um tremendo risco de perda, a perda do tempo.
O fato de estar considerando esta baboseira de perda de tempo como um risco faz lembrar de tempos que nunca existiram em que os riscos se davam por coisas tão mais nobres como a vida, um por do sol na beira do mar ou um abraço amigo. E o fato destes tempos nunca terem existidos me faz pensar na mediocridade em que me encontro.
O blog sempre serviu para contactar os amigos sobre coisas que não falamos pessoalmente, coisas diferentes, para que, no mundo virtual, possamos discutir com mais calma, lendo as coisas uns dos outros, comentando e seguindo em frente. Este é um ideal a ser seguido e parece tão distante. Mais um ideal mediocre que me faz lembrar ideais de tempos que nunca existiram em minha vida.
A questão é que apesar de as coisas sempre terem corrido nos trilhos (ou simplesmente não existem trilhos a serem seguidos e qualquer estrada chega a algum lugar) cria uma ilusão de que não era preciso fazer muito. Mas está claro que qualquer que tenha sido o caminho ele só foi tomado devida tamanha perícia dos meus atos e hoje minhas mãos estão grudadas no controle, mais tentando segurá-lo do que propriamente controlando.
A grande questão é: não seria mais interessante largar o controle que sustenta os ideais ridículos e seguir rumo à brisa dos tempos remotos que levam até os feitos mais nobres?
A resposta é cruel: Não temos opção, pois não vivemos sozinhos. A brisa dos tempos remotos de ideais nobres aqui não leva a lugar algum. Continuaremos então com os ideais ridiculos ou pereceremos na periferia dos tempos atuais (triviais).
*Engenheiros do Hawaii: Surfando Karmas & DNA. Filmes de Guerra, Canções de Amor.
quarta-feira, 23 de março de 2011
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Parece que as pessoas pensam que você não sabe de nada.
Mas de repente você quis falar sobre um assunto e estava tudo na ponta da língua.
Eles pensam que você é alheio aos assuntos pessoais.
Como um maconheiro que não consegue se lembrar das coisas.
Ou você simplesmente não queria lembrar, não queria pensar.
Ou já tinha pensado e considerado tudo supérfluo.
É coisa que não demanda muito pensamento.
É como 2 + 2.
Aí ficam pensando que você não se preocupa com um monte de coisas.
Coisas que você se glorifica por conseguir relaxar.
Mas você se preocupa tanto, até mais que os outros.
Menos, bem menos.
Mas também, eles escutam as coisas e logo vão pensando
que o que você está falando está dirigido diretamente para eles.
Aí você tem que ficar fazendo ressalvas na fala.
Pra tirar o narcisismo de quem está ouvindo.
É como você dizer que algo cheira mal
e ouvir logo em seguida: “não fui eu!”
Mas a fração de segundo milênios antes pesada por você
faz com que não se preocupe em responder aquilo
E as coisas seguem como se você já tivesse vivido toda aquela conversa
E eles insistem em detalhes que você já cansou de reconsiderar
Mas você tem que voltar a dizer
Que não é por causa deles que você veio com aquele assunto
Aí é melhor nem falar.
Mas você tem muita paciência.
Não foi por eles que você fala daquele assunto.
Esse assunto não é uma dica para eles.
Você sabe porque já deu algumas dicas.
Elas pairam no ar até hoje sem que ninguém tenha pescado.
Você tem certeza disso porque não chegou nenhum e-mail acusando a descoberta.
Essa coisa de você ficar se explicando desnecessariamente
faz com que viva em uma freqüência diferente.
O mundo girou três vezes até que para você se passou um capítulo.
Mas você vive explicando o 2 + 2.
E nunca ouve as explicações das equações mais complexas.
Porque estas você tem que resolver sozinho.
Mas é difícil quando não se tem exemplo algum.
Mas você não quer se passar por ridículo perguntando
ou demonstrando sequer que não faz a mínima ideia do que se trata.
Aí você fica com aquela cara sem graça de quem fez merda.
E esconde o real sentimento que é não saber qual a merda.
E parece que tudo isso já foi falado na faculdade.
Ou que a faculdade só repete o que você está vendo todo dia quando está fora de lá.
As pessoas morrem e os escritos ficam
sendo alvo de diversas das mais cabulosas interpretações metafóricas.
Sem ninguém nunca cogitar que aquela metáfora era sobre a sua vida pessoal.
Sobre o dia em que você acordou e não quis se levantar.
Sobre o dia que você sorriu por ver algo engraçado na rua.
E pensar que a princípio você nem escrevia com metáforas.
E que quando resolveu usá-las todo mundo interpretou de maneira literal.
Mas é claro que você não está querendo ser entendido.
Você não seria idiota de se dar ao luxo de querer que alguém desvende suas charadas.
Mesmo quando são só somas 2 + 2.
Mas de repente você quis falar sobre um assunto e estava tudo na ponta da língua.
Eles pensam que você é alheio aos assuntos pessoais.
Como um maconheiro que não consegue se lembrar das coisas.
Ou você simplesmente não queria lembrar, não queria pensar.
Ou já tinha pensado e considerado tudo supérfluo.
É coisa que não demanda muito pensamento.
É como 2 + 2.
Aí ficam pensando que você não se preocupa com um monte de coisas.
Coisas que você se glorifica por conseguir relaxar.
Mas você se preocupa tanto, até mais que os outros.
Menos, bem menos.
Mas também, eles escutam as coisas e logo vão pensando
que o que você está falando está dirigido diretamente para eles.
Aí você tem que ficar fazendo ressalvas na fala.
Pra tirar o narcisismo de quem está ouvindo.
É como você dizer que algo cheira mal
e ouvir logo em seguida: “não fui eu!”
Mas a fração de segundo milênios antes pesada por você
faz com que não se preocupe em responder aquilo
E as coisas seguem como se você já tivesse vivido toda aquela conversa
E eles insistem em detalhes que você já cansou de reconsiderar
Mas você tem que voltar a dizer
Que não é por causa deles que você veio com aquele assunto
Aí é melhor nem falar.
Mas você tem muita paciência.
Não foi por eles que você fala daquele assunto.
Esse assunto não é uma dica para eles.
Você sabe porque já deu algumas dicas.
Elas pairam no ar até hoje sem que ninguém tenha pescado.
Você tem certeza disso porque não chegou nenhum e-mail acusando a descoberta.
Essa coisa de você ficar se explicando desnecessariamente
faz com que viva em uma freqüência diferente.
O mundo girou três vezes até que para você se passou um capítulo.
Mas você vive explicando o 2 + 2.
E nunca ouve as explicações das equações mais complexas.
Porque estas você tem que resolver sozinho.
Mas é difícil quando não se tem exemplo algum.
Mas você não quer se passar por ridículo perguntando
ou demonstrando sequer que não faz a mínima ideia do que se trata.
Aí você fica com aquela cara sem graça de quem fez merda.
E esconde o real sentimento que é não saber qual a merda.
E parece que tudo isso já foi falado na faculdade.
Ou que a faculdade só repete o que você está vendo todo dia quando está fora de lá.
As pessoas morrem e os escritos ficam
sendo alvo de diversas das mais cabulosas interpretações metafóricas.
Sem ninguém nunca cogitar que aquela metáfora era sobre a sua vida pessoal.
Sobre o dia em que você acordou e não quis se levantar.
Sobre o dia que você sorriu por ver algo engraçado na rua.
E pensar que a princípio você nem escrevia com metáforas.
E que quando resolveu usá-las todo mundo interpretou de maneira literal.
Mas é claro que você não está querendo ser entendido.
Você não seria idiota de se dar ao luxo de querer que alguém desvende suas charadas.
Mesmo quando são só somas 2 + 2.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Imagine ter o mesmo computador a vida inteira
Você não ia querer trocar sempre que pudesse por um mais atualizado?
Imagine se você não pudesse jamais formatar seu computador.
Você se lamentaria cada vez que lembrasse que instalou softwares indesejados que agora só fazem pesar.
Imagine que por mais que você deletasse os softwares, corrigisse os erros do sistema e desfragmentasse o disco o computador nunca se comportaria igual ao momento em que o ligara pela primeira vez.
Você tomaria todo o cuidado examinaria e re-examinaria cada nova opção, cada janela de pop-up e cada termo de consentimento seria cuidadosamente lido evitando assim cliques inconsequentes que levem a fins desastrosos.
Mas se num momento você estivesse com sono ou estivesse sem paciência ou mesmo que não tivesse tempo para passar o antivírus no pen-drive ao copiar um arquivo por ter que devolvê-lo logo.
Seria complicado.
Você gastaria dinheiro com softwares remediadores caso não encontrasse as chaves de acesso na internet?
E se um dia o computador sucumbisse, não quisesse mais trabalhar pra você por estar com o HD lotado ou por estar completamente infectado ou mesmo por você ter tentado abrir várias janelas de uma vez.
E se mesmo tendo feito todo o possível, tendo excluído todos os arquivos passado todos os antivírus indicados, os problemas persistissem.
Você seguiria com este computador?
Os avanços tecnológicos, novos computadores no mercado e softwares desejados, porém incompatíveis com sua máquina, fariam você ter inveja de outras pessoas?
E se um dia ele resolvesse não ligar, mas que mesmo lento e com um pouco de insistência ele voltasse a funcionar no outro dia?
Chegaria um ponto em que a convivência com esta máquina bestial ultrapassada se tornaria surpreendentemente insuportável.
Haveria então algum motivo para continuar com ela?
Computadores não tem sentimentos.
Imagine se você não pudesse jamais formatar seu computador.
Você se lamentaria cada vez que lembrasse que instalou softwares indesejados que agora só fazem pesar.
Imagine que por mais que você deletasse os softwares, corrigisse os erros do sistema e desfragmentasse o disco o computador nunca se comportaria igual ao momento em que o ligara pela primeira vez.
Você tomaria todo o cuidado examinaria e re-examinaria cada nova opção, cada janela de pop-up e cada termo de consentimento seria cuidadosamente lido evitando assim cliques inconsequentes que levem a fins desastrosos.
Mas se num momento você estivesse com sono ou estivesse sem paciência ou mesmo que não tivesse tempo para passar o antivírus no pen-drive ao copiar um arquivo por ter que devolvê-lo logo.
Seria complicado.
Você gastaria dinheiro com softwares remediadores caso não encontrasse as chaves de acesso na internet?
E se um dia o computador sucumbisse, não quisesse mais trabalhar pra você por estar com o HD lotado ou por estar completamente infectado ou mesmo por você ter tentado abrir várias janelas de uma vez.
E se mesmo tendo feito todo o possível, tendo excluído todos os arquivos passado todos os antivírus indicados, os problemas persistissem.
Você seguiria com este computador?
Os avanços tecnológicos, novos computadores no mercado e softwares desejados, porém incompatíveis com sua máquina, fariam você ter inveja de outras pessoas?
E se um dia ele resolvesse não ligar, mas que mesmo lento e com um pouco de insistência ele voltasse a funcionar no outro dia?
Chegaria um ponto em que a convivência com esta máquina bestial ultrapassada se tornaria surpreendentemente insuportável.
Haveria então algum motivo para continuar com ela?
Computadores não tem sentimentos.
sábado, 5 de dezembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sociologia, haha
"A sociologia surgiu como "ciência" em consequência da Revolução
Francesa. Seu objeto de análise são as transformações ocorridas no final do
século 18, sua explicação e a prevenção de tais transformações no futuro. A
sociologia é uma disciplina conservadora, "reacionária", no sentido original da
palavra. Ela surge em reação aos eventos revolucionários. Isso explica porque a
sociologia postula ser, desde o seu batizado (promovido por Comte), uma
"ciência positiva". Ela faz a apologia do existente, se compreende como uma
ciência sistemática que pode dispensar a história e afirma o fim dos processos
evolutivos, seja negando sua existência, seja postulando o atingimento de seu
fim último: a perfeição da sociedade existente. A sociologia é uma teoria
afirmativa da modernidade. Quando a sociologia pretende ser crítica, formula
uma teoria crítica da modernidade."
FREITAG, Bárbara. Habermas e a Teoria da Modernidade (Não sei o ano)
Não fosse a última frase eu entraria em desespero. Estou lendo este artigo para a produção de um ensaio de fim de semestre. Só este pedaço de parágrafo já renderia um ensaio onde eu usaria estes fundamentos da sociologia para criticá-la e criticar meus colegas positivistas a la Comte (talvez não positivistas no amplo sentido que esta doutrina quer dizer e que eu não vou explicar aqui, mas no sentido de tão amarrados a valores medalhões da ciência que eles são, ficam querendo elevar a sociologia ao ó do borogodó, bê da bassoura, esse tipo de coisa).
A realidade social está aí para ser criticada, todo mundo quer sossego, é verdade, mas seria bom que ninguém se apoiasse no sofrimento alheio!
Francesa. Seu objeto de análise são as transformações ocorridas no final do
século 18, sua explicação e a prevenção de tais transformações no futuro. A
sociologia é uma disciplina conservadora, "reacionária", no sentido original da
palavra. Ela surge em reação aos eventos revolucionários. Isso explica porque a
sociologia postula ser, desde o seu batizado (promovido por Comte), uma
"ciência positiva". Ela faz a apologia do existente, se compreende como uma
ciência sistemática que pode dispensar a história e afirma o fim dos processos
evolutivos, seja negando sua existência, seja postulando o atingimento de seu
fim último: a perfeição da sociedade existente. A sociologia é uma teoria
afirmativa da modernidade. Quando a sociologia pretende ser crítica, formula
uma teoria crítica da modernidade."
FREITAG, Bárbara. Habermas e a Teoria da Modernidade (Não sei o ano)
Não fosse a última frase eu entraria em desespero. Estou lendo este artigo para a produção de um ensaio de fim de semestre. Só este pedaço de parágrafo já renderia um ensaio onde eu usaria estes fundamentos da sociologia para criticá-la e criticar meus colegas positivistas a la Comte (talvez não positivistas no amplo sentido que esta doutrina quer dizer e que eu não vou explicar aqui, mas no sentido de tão amarrados a valores medalhões da ciência que eles são, ficam querendo elevar a sociologia ao ó do borogodó, bê da bassoura, esse tipo de coisa).
A realidade social está aí para ser criticada, todo mundo quer sossego, é verdade, mas seria bom que ninguém se apoiasse no sofrimento alheio!
sábado, 14 de novembro de 2009
Carpe Diem
"Oxalá desenvolvamos, enquanto indivíduos e enquanto espécie, a sabedoria de
encarar espaço e tempo tal qual um degustador de vinhos finos, que sabe apreciar o
sabor de um bom vinho já ao sorver o primeiro gole, sem que para isso precise se
embriagar com um garrafão inteiro do produto."
GILVAN LUIZ HANSEN
encarar espaço e tempo tal qual um degustador de vinhos finos, que sabe apreciar o
sabor de um bom vinho já ao sorver o primeiro gole, sem que para isso precise se
embriagar com um garrafão inteiro do produto."
GILVAN LUIZ HANSEN
sábado, 31 de outubro de 2009
Relendo todo o blog eu vi como a frequencia das postagens foi inconstante!
Queria blogar mais, não só escrever aqui, mas comparar idéias, ir nos blogs amigos mais vezes, isso é muito bom. Coisa que me deixa feliz.
Estou com um novo projeto: A história nos absolverá, em que eu me dediquei um pouco mais nestes últimos tempinhos.
Mas está bom, estou muito feliz com os discussões que proporcionei, proporciono e porporcionarei por aqui.
Vi que falei antes sobre férias e espero que elas cheguem logo, sete ano está muito pesado, estou cada vez mais adulto, chato.
Queria viajar.
http://www.youtube.com.br/watch?v=4i_5hw1Lqrs
Queria blogar mais, não só escrever aqui, mas comparar idéias, ir nos blogs amigos mais vezes, isso é muito bom. Coisa que me deixa feliz.
Estou com um novo projeto: A história nos absolverá, em que eu me dediquei um pouco mais nestes últimos tempinhos.
Mas está bom, estou muito feliz com os discussões que proporcionei, proporciono e porporcionarei por aqui.
Vi que falei antes sobre férias e espero que elas cheguem logo, sete ano está muito pesado, estou cada vez mais adulto, chato.
Queria viajar.
http://www.youtube.com.br/watch?v=4i_5hw1Lqrs
Assinar:
Postagens (Atom)