sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Uma pessoa pode avançar três séculos nos conhecimentos humanos em três anos de estudo. Mas para isso teria que relacionar tudo o que aprende com tudo aquilo que consegue compreender do mundo em que vive. É interessante notar que nestes dois anos que não escrevi nada por aqui eu tenha visto tanto conhecimento sendo produzido sem nenhuma relação com o mundo em que vivemos, ou seja, muito do que vem sendo produzido pela inteligentsia refere-se ao mundo imaginário das fadinhas ou às ficções do caralho à quatro. A inteligentisia é, ninguém menos do que, a classe dos intelectuais, ou seja, aqueles indivíduos que trabalham com a produção de ideias que são reproduzidas na sociedade. Sim, eles são uma classe social! Não são burgueses nem são proletários, mas ficam aí gravitando a partir da riqueza criada pelo trabalho social. Não exploram nem são explorados. Então qual é a função deles? Exatamente criar ideias. E se estas ideias que, como eu disse, estão sendo criadas sem grande fidelidade com aquilo que creio ser a realidade. Qual é a função destas ideias? Encantar, tal como o reino das fadinhas encanta as criancinhas? Dizer besteiras, tal como as ficções besteiroladas do caralho à quatro? Não. Estas duas opções não caem bem na academia. (Talvez sim para a academia de ginástica, mas não à Universidade). O que estas medíocres ideias propõem é exatamente mistificar a realidade. Sim! A Universidade (com letra maiúscula para realçar a sua graaaaaaaande importância social) cria um monte de mentira! Ela engana. Por que ela engana? Qual o interesse por traz desta enganação que impede que as pessoas compreendam a vida como ela é? Quem está por trás deste interesse? Estas três questões vou deixar para quem ler pensar na resposta. Não seria muito difícil. Bastaria uma reflexão sobre o funcionamento da sociedade e em quem na sociedade deseja manter as coisas como estão e, para isso, precisa inventar um monte de história para acalmar e felicitar (falsamente) a todos.

Estou estudando bastante e a realidade algumas vezes me escapa. Outras vezes não consigo me aprofundar nela, outras vezes tampouco consigo romper sua casca dura. Mas o que vim escrever foi que compreender as coisas como elas são é muito difícil em uma sociedade em que há muita incompreensão. É como procurar uma pessoa desconhecida no meio de uma multidão apenas com uma lista breve de características. Mas você pode ir aumentando a lista perguntando para as pessoas ou procurando nos lugares certos.

##############################

Apenas quando fui mais uma vez tentar explicar o porquê de o valor econômico criado na sociedade ser fruto do trabalho (depois de várias vezes ter lido, escrito, exemplificado isso) é que de fato fui compreender isso para mim mesmo. Na tentativa de explicar acabei entendendo. O que eu entendi foi que o que vale é o que as pessoas criam a partir de seu trabalho. Se na sociedade uma pessoa consegue produzir 1 tonelada de cana em duas horas é isso que esta cana vale: duas horas de trabalho. Então se alguém conseguir produzir mais rápido (10 toneladas de cana em duas horas) eliminando o cortador de cana e colocando a máquina esta pessoa não vai alterar o valor da cana, mas vai conseguir um grande lucro porque consegue produzir a cana mais barata, mas com o mesmo valor. E se, por fim, todos passarem a produzir a cana com a máquina aí sim 10 toneladas de cana (e não mais apenas 2) valerão 2 horas de trabalho. A cana passa a valer menos porque todo mundo consegue produzi-la em menos tempo.

O corte de cana tem que acabar. Ninguém merece cortar meia tonelada de cana por hora (exemplo meramente especulativo). A produção de cana deve existir porque é útil, não porque alguém precisa lucrar com ela.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Com a separação cada um dos 4 (5, 6 ou 7) vai seguir seu caminho próprio, mostrar quem é, ou apenas demonstrar o que já era explícito, mas o véu de cumplicidade que existia sobre o grupo não deixava transparecer.
Eu estou por aqui, seguindo o meu caminho. Coerente? Conflitante? Algumas coisas permanecem, mas outras ficaram para trás.
Agora pretendo seguir firme no que me propus a defender.
Longe do véu muitas coisas ficam claras para mim, algumas não estão para os outros, ou nunca estarão. É mais fácil perceber o todo quando está de fora. Por isso é bom sempre tentar ter uma visão ampla quando se está de dentro.
Alguns membros ainda caminham juntos, talvez por erro, não sei. Alguns terão que refletir, mas alguns nunca refletem, nunca refletirão.
O engraçado é que depois de desfeito o grupo alguns mostram quem realmente são e o quanto o grupo os reprimia. Pode se dizer que estão pior, ou que estão melhor, mas neste caso nenhum de nós está muito certo mesmo e nem poderia.
Em outros assuntos poderemos debater mais, aí sim terão os certos e os errados, mas na música está ainda um pouco complicado.
O grupo ruiu, outros virão, espero que não venham outros véus.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Possibilidades

Dizer que uma coisa está errada porque sempre foi errada não tem sentido para mim. Se algo de ruim existiu durante toda a nossa percepção da realidade isso não é motivo para dizer que é eterno e que não pode ser mudado, melhorado. Isso vem de uma limitação instaurada na mente de muitos que insistem em naturalizar o mundo em que vivem ignorando o desenvolvimento tortuoso da história.

A naturalização de algo ruim como imutável é, para mim, prejudicial a uma boa compreensão da realidade em que vivemos e de sua superação. Até porque errar é humano e insistir no erro é, eu não diria burrice, mas um equívoco. A simples superação do erro em nossas consciências implica que não estamos mais insistindo nele. Já a superação do erro em si é uma coisa que apenas se efetiva na prática. A superação do erro na consciência é um passo importante para a sua superação na prática, mas é a própria realidade que nos dá suporte para uma acepção mais precisa do mundo em que vivemos e sua dimensão histórica e social.

Ninguém vai mudar o mundo sozinho ou revolucionar a si mesmo sem modificar a realidade em que vive, mas a crença equivocada num mundo terrível e imutável é uma contribuição para a manutenção desta realidade opressora. A superação deve partir da percepção das possibilidades existentes sob o véu da naturalização dos vícios desta era e o arrancar do véu nos demonstrará de maneira mais precisa a realidade histórica que em seu movimento tortuoso abre as brechas para a ruptura.

Que pensemos duas vezes antes de dizer que algo sempre foi assim e sempre vai ser. Que paremos de insistir nos erros e percebamos as verdadeiras possibilidades!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A burguesia vai muito bem, obrigado

Um neguinho safado, uma mulher gostosa, um pobre fudido. Quanta viadagem querendo denegrir uma imagem já tão judiada!

Pensei em escrever “O capitalismo vai muito bem, obrigado”, mas isto seria uma inverdade. O capitalismo está mal. Rasteja nas entranhas sociais procurando válvulas. E as segue encontrando. Os direitos conquistados de maneira tão sofrida são sobrepujados sob novas roupagens. O terceiro setor, representante do progresso, cresse. Mas o que é o terceiro setor se não a corda bamba dos esfarrapados?
O guia do empreendedor moderno seria a nova bíblia do sofrido conformado não fosse a velha bíblia de páginas novas e interpretações modernizadas. Deus não quer um mundo onde os pobres não têm vez, mas ele claramente quer um mundo onde os padres tenham voz. Voz, pedestais, regalias e seguidores. Ajoelhem-se diante de seus superiores!
Este mundo é desumano, temos que encontrar no nosso espírito a salvação, ela está lá, dentro de nós, só não se sabe aonde, pois entre as veias corre o sangue que não é magia e um dia padece.
É tão belo quando compra-se um objeto. Uma camiseta, um relógio, um ingresso para ver o filme são nada mais do que a felicidade cristalizada. Quem dera pudesse comprar todos os dias, seria tão mais feliz.
Não cabe aqui criticar os esquerdos, mas que mal tem em fazer autocrítica? Será que as respostas estavam dadas em um livro escrito há séculos para continuarmos seguindo cegamente suas diretrizes sem saber aonde estamos? Porque naturalizar a inferioridade de mulheres, negros e gays mascarando pela brincadeira ou pela mera omissão da agressão física?
A burguesia vai bem sim. Vai bem por tudo que tem e vai bem por tudo que não lhe contraria. Não cabe aqui jogar todo o peso da autoridade e dos preconceitos sobre estas pessoas que possuem a peculiaridade de terem a propriedade dos meios de produção e não trabalharem. Mas esta é a reprodução da drástica desigualdade! Na burguesia encontra-se o fundamento desta opressão que muitos ditos esquerdos não se cansam de reproduzir.
Sem destruir o fundamento tudo o que está à volta como acessório não cairá em definitivo. Só quem pode criticar tudo é quem não quer nada! E não querer nada é mero reflexo do desejo à conservação.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Entre o céu e a terra

A sociedade moderna, contemporânea, homens, mulheres, crianças. Tantas coisas já se passaram e muitas voltas insistem em rejeitar a realidade já adiantada. O que há entre o céu e a terra são pássaros, aviões, gases, partículas e, um pouco a diante, planetas, estrelas, satélites e, quem sabe, vida. A insistência em diferenciar os seres humanos parte da relutância em reconhecer o já esclarecido sentido de que somos animais. Animais que são diferentes, mas que assim como os outros comem, dormem, se reproduzem, morrem. Estes animais constroem, destroem, reconstroem e suas construções tomam vida própria: as relações humanas em sua complexidade fazem desaparecer (esconder) as origens históricas (tempo), geográficas (espaço), concretas: mundanas. A fuga de tantos do mundo em busca de um sentido feliz, perfeito, perpétuo: místico denota o desejo de querer buscar algo entre o céu e a terra, algo para além de pássaros, aviões, helicópteros, dirigíveis, partículas, gases e padres voadores e denota também o medo (a relutância ou a conformidade) de reconhecer o que há muito já fora mostrado: que nós somos também partículas, partículas que um dia irão se dissolver em algo que não é místico, mas concreto e que se situa entre o céu e a terra.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Um dia pareceu que as coisas caminhavam por si sós. Meio que independente da minha ação. Não sei dizer se era como sorte ou azar, mas acho que não. Talvez fossem só alguns elementos do meu agir. Parecia que tudo caminhava para um lado positivo. Mas uma outra constante também sempre foi a de que nada sairia perfeitamente.
O fato é que agora tudo chega de maneira torrencial e nunca fui tão ciente da minha ação. Qualquer deslize pode ser fatal e qualquer esforço é o mínimo que poderia fazer. Sei que se não agir prontamente conforme o jogo eu serei eliminado.

Tenho vivido um dia por semana
Acaba a grana, mês ainda tem
Sem passado, nem futuro
Eu vivo um dia de cada vez
Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade
Quantas vezes a gente sobrevive a hora da verdade

"Os dias parecem séculos e se parecem uns com os outros". Tantos dias se passaram antes de eu voltar aqui e poderia enumerar várias razões. O pior de tudo é que quando a inspiração improvisada para os meus pensamentos chegou eu não pude digitar, estava com sono, precisando dormir, para acordar cedo e chegar onde estou agora e fazer ma coisa que eu estou fazendo. Estou me arriscando então, fazendo algo errado na hora errada, neste lugar. Um tremendo risco de perda, a perda do tempo.
O fato de estar considerando esta baboseira de perda de tempo como um risco faz lembrar de tempos que nunca existiram em que os riscos se davam por coisas tão mais nobres como a vida, um por do sol na beira do mar ou um abraço amigo. E o fato destes tempos nunca terem existidos me faz pensar na mediocridade em que me encontro.
O blog sempre serviu para contactar os amigos sobre coisas que não falamos pessoalmente, coisas diferentes, para que, no mundo virtual, possamos discutir com mais calma, lendo as coisas uns dos outros, comentando e seguindo em frente. Este é um ideal a ser seguido e parece tão distante. Mais um ideal mediocre que me faz lembrar ideais de tempos que nunca existiram em minha vida.

A questão é que apesar de as coisas sempre terem corrido nos trilhos (ou simplesmente não existem trilhos a serem seguidos e qualquer estrada chega a algum lugar) cria uma ilusão de que não era preciso fazer muito. Mas está claro que qualquer que tenha sido o caminho ele só foi tomado devida tamanha perícia dos meus atos e hoje minhas mãos estão grudadas no controle, mais tentando segurá-lo do que propriamente controlando.

A grande questão é: não seria mais interessante largar o controle que sustenta os ideais ridículos e seguir rumo à brisa dos tempos remotos que levam até os feitos mais nobres?
A resposta é cruel: Não temos opção, pois não vivemos sozinhos. A brisa dos tempos remotos de ideais nobres aqui não leva a lugar algum. Continuaremos então com os ideais ridiculos ou pereceremos na periferia dos tempos atuais (triviais).


*Engenheiros do Hawaii: Surfando Karmas & DNA. Filmes de Guerra, Canções de Amor.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Parece que as pessoas pensam que você não sabe de nada.

Mas de repente você quis falar sobre um assunto e estava tudo na ponta da língua.
Eles pensam que você é alheio aos assuntos pessoais.
Como um maconheiro que não consegue se lembrar das coisas.
Ou você simplesmente não queria lembrar, não queria pensar.
Ou já tinha pensado e considerado tudo supérfluo.
É coisa que não demanda muito pensamento.
É como 2 + 2.
Aí ficam pensando que você não se preocupa com um monte de coisas.
Coisas que você se glorifica por conseguir relaxar.
Mas você se preocupa tanto, até mais que os outros.
Menos, bem menos.
Mas também, eles escutam as coisas e logo vão pensando
que o que você está falando está dirigido diretamente para eles.
Aí você tem que ficar fazendo ressalvas na fala.
Pra tirar o narcisismo de quem está ouvindo.
É como você dizer que algo cheira mal
e ouvir logo em seguida: “não fui eu!”
Mas a fração de segundo milênios antes pesada por você
faz com que não se preocupe em responder aquilo
E as coisas seguem como se você já tivesse vivido toda aquela conversa
E eles insistem em detalhes que você já cansou de reconsiderar
Mas você tem que voltar a dizer
Que não é por causa deles que você veio com aquele assunto
Aí é melhor nem falar.
Mas você tem muita paciência.
Não foi por eles que você fala daquele assunto.
Esse assunto não é uma dica para eles.
Você sabe porque já deu algumas dicas.
Elas pairam no ar até hoje sem que ninguém tenha pescado.
Você tem certeza disso porque não chegou nenhum e-mail acusando a descoberta.
Essa coisa de você ficar se explicando desnecessariamente
faz com que viva em uma freqüência diferente.
O mundo girou três vezes até que para você se passou um capítulo.
Mas você vive explicando o 2 + 2.
E nunca ouve as explicações das equações mais complexas.
Porque estas você tem que resolver sozinho.
Mas é difícil quando não se tem exemplo algum.
Mas você não quer se passar por ridículo perguntando
ou demonstrando sequer que não faz a mínima ideia do que se trata.
Aí você fica com aquela cara sem graça de quem fez merda.
E esconde o real sentimento que é não saber qual a merda.
E parece que tudo isso já foi falado na faculdade.
Ou que a faculdade só repete o que você está vendo todo dia quando está fora de lá.
As pessoas morrem e os escritos ficam
sendo alvo de diversas das mais cabulosas interpretações metafóricas.
Sem ninguém nunca cogitar que aquela metáfora era sobre a sua vida pessoal.
Sobre o dia em que você acordou e não quis se levantar.
Sobre o dia que você sorriu por ver algo engraçado na rua.
E pensar que a princípio você nem escrevia com metáforas.
E que quando resolveu usá-las todo mundo interpretou de maneira literal.
Mas é claro que você não está querendo ser entendido.
Você não seria idiota de se dar ao luxo de querer que alguém desvende suas charadas.
Mesmo quando são só somas 2 + 2.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Imagine ter o mesmo computador a vida inteira

Você não ia querer trocar sempre que pudesse por um mais atualizado?
Imagine se você não pudesse jamais formatar seu computador.
Você se lamentaria cada vez que lembrasse que instalou softwares indesejados que agora só fazem pesar.
Imagine que por mais que você deletasse os softwares, corrigisse os erros do sistema e desfragmentasse o disco o computador nunca se comportaria igual ao momento em que o ligara pela primeira vez.
Você tomaria todo o cuidado examinaria e re-examinaria cada nova opção, cada janela de pop-up e cada termo de consentimento seria cuidadosamente lido evitando assim cliques inconsequentes que levem a fins desastrosos.
Mas se num momento você estivesse com sono ou estivesse sem paciência ou mesmo que não tivesse tempo para passar o antivírus no pen-drive ao copiar um arquivo por ter que devolvê-lo logo.
Seria complicado.
Você gastaria dinheiro com softwares remediadores caso não encontrasse as chaves de acesso na internet?
E se um dia o computador sucumbisse, não quisesse mais trabalhar pra você por estar com o HD lotado ou por estar completamente infectado ou mesmo por você ter tentado abrir várias janelas de uma vez.
E se mesmo tendo feito todo o possível, tendo excluído todos os arquivos passado todos os antivírus indicados, os problemas persistissem.
Você seguiria com este computador?
Os avanços tecnológicos, novos computadores no mercado e softwares desejados, porém incompatíveis com sua máquina, fariam você ter inveja de outras pessoas?
E se um dia ele resolvesse não ligar, mas que mesmo lento e com um pouco de insistência ele voltasse a funcionar no outro dia?
Chegaria um ponto em que a convivência com esta máquina bestial ultrapassada se tornaria surpreendentemente insuportável.
Haveria então algum motivo para continuar com ela?

Computadores não tem sentimentos.

sábado, 5 de dezembro de 2009

"Nós, como bons acadêmicos contemporâneos,
lemos uma obra como Imperialismo e Cultura, entendemos perfeitamente
a relevância do tema ali tratado e em seguida silenciamos diante do
imperialismo a que estamos atualmente submetidos."

José Jorge de Carvalho

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sociologia, haha

"A sociologia surgiu como "ciência" em consequência da Revolução
Francesa. Seu objeto de análise são as transformações ocorridas no final do
século 18, sua explicação e a prevenção de tais transformações no futuro. A
sociologia é uma disciplina conservadora, "reacionária", no sentido original da
palavra. Ela surge em reação aos eventos revolucionários. Isso explica porque a
sociologia postula ser, desde o seu batizado (promovido por Comte), uma
"ciência positiva". Ela faz a apologia do existente, se compreende como uma
ciência sistemática que pode dispensar a história e afirma o fim dos processos
evolutivos, seja negando sua existência, seja postulando o atingimento de seu
fim último: a perfeição da sociedade existente. A sociologia é uma teoria
afirmativa da modernidade. Quando a sociologia pretende ser crítica, formula
uma teoria crítica da modernidade."
FREITAG, Bárbara. Habermas e a Teoria da Modernidade (Não sei o ano)

Não fosse a última frase eu entraria em desespero. Estou lendo este artigo para a produção de um ensaio de fim de semestre. Só este pedaço de parágrafo já renderia um ensaio onde eu usaria estes fundamentos da sociologia para criticá-la e criticar meus colegas positivistas a la Comte (talvez não positivistas no amplo sentido que esta doutrina quer dizer e que eu não vou explicar aqui, mas no sentido de tão amarrados a valores medalhões da ciência que eles são, ficam querendo elevar a sociologia ao ó do borogodó, bê da bassoura, esse tipo de coisa).

A realidade social está aí para ser criticada, todo mundo quer sossego, é verdade, mas seria bom que ninguém se apoiasse no sofrimento alheio!

sábado, 14 de novembro de 2009

Carpe Diem

"Oxalá desenvolvamos, enquanto indivíduos e enquanto espécie, a sabedoria de
encarar espaço e tempo tal qual um degustador de vinhos finos, que sabe apreciar o
sabor de um bom vinho já ao sorver o primeiro gole, sem que para isso precise se
embriagar com um garrafão inteiro do produto."
GILVAN LUIZ HANSEN

sábado, 31 de outubro de 2009

Relendo todo o blog eu vi como a frequencia das postagens foi inconstante!
Queria blogar mais, não só escrever aqui, mas comparar idéias, ir nos blogs amigos mais vezes, isso é muito bom. Coisa que me deixa feliz.
Estou com um novo projeto: A história nos absolverá, em que eu me dediquei um pouco mais nestes últimos tempinhos.
Mas está bom, estou muito feliz com os discussões que proporcionei, proporciono e porporcionarei por aqui.
Vi que falei antes sobre férias e espero que elas cheguem logo, sete ano está muito pesado, estou cada vez mais adulto, chato.
Queria viajar.

http://www.youtube.com.br/watch?v=4i_5hw1Lqrs

sábado, 19 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Como escrever? (Iso não foi uma pergunta)

Aqui me sinto bem, porque posso escrever sobre o que eu quero (e da maenira que quero).
Não preciso escrever sobre a garota de rua e seu cachorro que encontrou uma família. Não preciso escrever sobre moda (moda já defini tudo o que eu não preciso escrever) ou sobre o preconceito sofrido pelos homossexuais. Não preciso escrever sobre a conjuntura política ou sobre qualquer assunto que está instigando a população.
A gente passa por estas coisas, fazer redação. Como foi bom quando a professora disse que o tema era livre! Fiquei tão eufórico, poderia escrever sobre qualquer coisa, mil temas! Mas daí retomo àquela minha idéia de que a primeira idéia prevalece. Era um trabalho de dupla, acho que escolhemos (eu e o finado Walistony que morreu) o terror como tema, alguma hisória de monstro, ou não, talvez foi a história sobre Los Bandos del Bandidos Bandoleros, não me lembro bem, mas com certeza tenho esta redação guardada em uma das gavetas da minha escrivaninha lá em Itaberaí, junto com alguns poemas, músicas e outras coisas, não sei se compensa reler e postar aqui depois. Tinha uma cartilha de redação, eu gostava muito, de lá sairam muitas histórias frutíferas de minha mente, na segunda metade do ensino fundamental, onde afloravam pensamentos já na correia dos de hoje, como finais despadronizados e sem romance algum, nomes intencionalmente toscos (escrotos, ou panacas, como preferir) e desenhos engraçados e/ou bizarros com alguma qualidade técnica.
Relendo um pouco aí em cima me lembrei da história de faroeste já mencionada (em itálico) que fazia alguma analogia com Faroeste Caboclo, não cabe contar a história aqui, cabe apenas relê-la na íntegra, mas talvez eu esteja sendo otimista demais em acreditar que aquilo valha alguma coisa, um otimismo de se orgulhar dos tempos de infância quando li Moleque (Menino) de Engenho do Rego, Zé Lins e Minhas férias pula uma linha parágrafo não sei de quem. São dois livros em que vez ou outra me lembro de algumas passagens. E agora pensando nisso vejo como gosto de escrever e como gosto de língua portuguesa e literatura. Só (e é claro) gramática que não. Não vejo por quê o gê e o jota desempenharem a mesma função em certos casos, assim como não entendo a existência da combinação bizarra cê-agá, e a questão dos 2ésses se já temos o cê e o zê. E o agá, que letra bizonha, nem pra escrever seu nome eu a uso. (Não queria nem mencionar o cê-cedilha, que parece que só existe no Brasil). A gente podia escrever tudo asim, do jeito qe se le. Eu salvo alguns cazos em qe é realmente nesesário como o éle-agá e os 2érres. Mas me ocorreu agora e axo qe seria muito bom se escrevêsemos daqela fórma da transcrisão fonética, porqe aí qando a gente lese já iria dar pra saber como realmente se fala aqela palavra, iria simplificar nosas vidas. Além de ficar mais fásil de escrever não presizaríamos perguntar jamais a pronúncia de palavra alguma!

domingo, 30 de agosto de 2009

Armadura

Eu também não sou muito de ficar perto das pessoas, abraçar, dar liberdades. E o porquê disso é óbvio, as pessoas, folgam, as pessoas deitam e no final não querem saber. O que lamento só e não conseguir cumprimentar o povo, sim, eu tenho vergonha.
Isto é uma barreira, uma armadura, uma proteção. A armadura que faz com que eu pareça algo inatingível para alguns, algo admirável para outros e algo idiota para mais uns outros. É uma armadura que dificiilmente se mostra vulnerável e quando sim e depois de muita insistência ou por forçada influência ou talvez por surpresa. Eu adoro estas surpresas, mas pouco me surpreende. São tantas divergências que até me impedem de enchergar as semelhanças. As semelhanças que alguém pode ter para constituir algum debate e poder assim ultrapassar a linha do meu escudo.
Esta metáfora da armadura faz parecer que só há algo de mal tentando se aproximar, não é isso e é isso, nem sei. Quem pode gostar do que não conhece? E se não pode, como vai fazer se não tem oportunidade de conhecer? Difícil né? É! Mas tudo bem, eu já fui mas tímido. E a verdade é que eu não suporto um monte de coisas e às vezes parece que suporto menos ainda, isso acaba intimidando, mas é fato que algumas vezes eu não suporto nada mesmo como transpareço.
Isso tudo faz parte da minha valorização, o valor que emprego a mim mesmo, aquilo que quero salvaguardar.
Você tem muitos caminhos e só pode escolher um às vezes você até sabe onde vai dar e por isso escolhe. Às vezes você já tentou de tudo e escolhe o caminho em que sofrerá menos.
Espero ainda conhecer bastantes motivos para violar minha armadura.

domingo, 23 de agosto de 2009

Fala

Quem me conhece sabe que não sou muito de falar.
Algumas pessoas sentem-se bastante incomodadas com o silêncio.
E tem gente que ouve música o tempo todo por causa disso.
Musica é bom, mas o fato é que essa coisa de não saber lidar com o siêncio é o problema, porque quando estamos em silêncio olhamos pra dentro de nós mesmos e tem gente que não consegue fazer isso.
Antes de crismar minha turma foi para uma chácara com o intuito de ficar em silêncio, eu achei bastante interessante e procurei me isolar, ficar somente com a natureza e meus pensamentos. Mas de fato alguns (ou muitos) não conseguiram ficar calados, faziam mímica ou conversavam às escondidas.
Tem gente que por não conseguir ficar com o silêncio vem com aquelas piadinhas clássicas ou aquelas frases mais clássicas ainda pra iniciação de conversa do tipo "E aí, como é que vai a faculdade (ou o namoro, ou a vida em Goiânia)" queria nem tocar naqueles amigos de família antigos que vem com o papinho do tipo "Como você cresceu!" E tem uma que eu sempre uso: "E aí, como é que vai a família?".
Eu não prefiro o silêncio à conversa, mas prefiro que ninguém precise forçar a barra. Claro que muitas vezes também eu fico esforçando minha massa cinzenta pra produzir algum assunto realmente interessante. E frito muito, porque geralmente acho muito de irrelevante e acabo não conseguindo conversar, mas isso tudo é porque eu aprendi que as pessoas não querem te ouvir elas só querem falar ou simplesmente não estão interessadas. Por isso eu não falo quase nada, fico escolhendo as palavras demasiadamente e não gosto de dar dicas, indicar um caminho mais curto, coisas que talvez poderiam melhorar a vida daquela pessoa, aprendi a dizer quando solicitado, porque também as pessoas não gostam de ter alguém dizendo: "Você poderia tentar fazer desta maneira" mesmo que aquela maneira seja infinitamente melhor às vezes a pessoa se sente ofendida: "Quem é você pra me dizer como fazer?", mas há pessoas mais humildes que estão sempre dispostas a ouvir as coisas mais elementares. E com estas pessoas eu consigo falar um monte de coisas até parecer que eu sei muito, mas do muito que li, é pouco que sei.
E tem esse negócio de eu escrever esse monte de coisas, a consequência é que pouca gente tem coragem de ler, eu mesmo não teria muita, nestes tempos de pressa. E é por causa destes tempos que há muito não postava aqui, mas vou finalizando...
Agora, ouvindo a música que eu me dispus a postar, lembrei de um assunto: ando sempre com sono, vou ver se comendo uma fruta por dia de manhã eu ganho mais energia.
É difícil encontrar música na internet, então vai um vídeo.
Gostaria também de relembrar para vocês corrigirem os meus erros de português.

domingo, 12 de abril de 2009

medições, previsões, aspirações, resultados

Eu sei que quando chego aqui eu me descambo a escrever um monte de coisas por menores que sejam os assuntos. Me irrita o fato de eu anotar coisas pra postar, mas não conseguir retomar as idéias do momento em que anotei. Me irrita querer dizer uma coisa, pensar demais e não dizer por achar que não vale. Talvez seja o medo de ser considerado inconsequente. E é claro que é por isso que bebo. Nada flui melhor como a filosofia de botequim! Como nós mesmos dizíamos sentados à mesa depois de algumas cervejas em um sábado de aleluia.
(Pausa pra olhar no celular)
Algum tempo atrás eu me propus a fazer uma relação com atitudes/decisões. Acho que talvez tem alguma coisa a ver com o que escrevi acima. É diferente você fazer uma coisa que precisa ser feita naquele momento e você pensar no que vai fazer quando um outro momento distante chegar. Talvez perca muito tempo pensando no que fazer. E talvez devesse ficar mais tempo embriagado (vinho, virtude ou poesia). Talvez as decisões inibam as atitudes. E decidir as coisas que é, de fato, uma coisa chata, acaba tomando conta das atitudes diminuindo a emoção.
Não deve haver grande diferença entre pular no rio e molhar primeiro os pés pra provar a água.
Que coisa heim, ficar tentando o tempo todo evitar o arrependimento futuro. Fazer ou não fazer, eis a questão. Mas não se pode deixar de pensar na segurança. Se enfiar num rio sem saber quantas pedras há no fundo pra poder te quebrar. Sem saber para que lado a conrrenteza irá te levar.
Estas coisas são intrigantes, eu costumo mesmo falar aqui sobre o que me intriga. E há relação entre isso tudo. O método com que se faz as coisas tira grande parte da emoção de fazer. E por outro lado ajuda na precisão dos objetivos alcançados. Ah, são muitas escolhas a fazer, muitos sacrifícios, não se pode ter tudo, não mesmo. Muitas dicotomias, muitas bifurcações a todo instante. Sim ou não, sim ou Não.
Mas a filosofia de bar é importante para a liberdade, uma redução, de certa forma, das bifurcações. Geralmente opta-se pelo 'sim', pelo dizer das coisas, pela assimilação sem preconceitos arraigados. A discussão começa a fluir por um horizonte sem barreiras, sem mediações, com poucas restrições. Mas tem efeitos colaterais, consequências da opção, pois como eu disse não se pode ter tudo.
Grande e complexo é este jogo de medições, previsões, aspirações, resultados. É bom quando se pode contar com a sorte. Sorte de ser feliz numa decisão, sorte de o universo conspirar a favor, pois existe outro problema: estamos presos, não podemos resolver sozinhos, nossas vontades estão submissas às vontades de outros que deliberam certas situações para nós. E não é possível ter sempre a fé de que tudo vai dar certo, porque de fato, algumas ou várias vezes dá errado.
Às vezes me pergunto o que estou esperando, mas na verdade sempre tenho objetivos, muitos. Uns prioritários outros obrigatórios.
Não uso a retórica aqui, porque gosto das subjetividades, gosto de receber interpretações diversas sobre minhas idéias. Afinal aqui não é minha monografia para eu explicar exatamente o que eu estou pensando, aonde quero chegar com isso e dizer qual a diferença subjetiva para mim entre prioridades e obrigações.
É, sim, isso é complexo. Talvez eu veja grande diferença entre o que quero e o que preciso, na verdade o que eu quero é o que eu preciso, mas a diferença é entre o que eu quero pra ser feliz e o que eu preciso fazer pra seguir neste caminho chato que o mundo moderno não me deixa viver fora.
Além de minhas próprias influências, meus próprios complementos de postagens anteriores tenho este seguimento de idéias que me são complementares nesta reflexão:
http://idiossincrasiasgerais.blogspot.com/2009/04/eu-sei-mas-nao-devia.html
E como não tinha no mp3tube a música que eu queria postar aqui vai a letra:
http://letras.terra.com.br/barao-vermelho/120772/
O site da terra pra mim é o melhor, tanto pra letras quanto pra cifras :)

domingo, 15 de março de 2009

Infinita Highway

Férias! Foi tão bom ficar à toa. Talvez cheguei próximo do comunismo, haha, tirando o fato de que minha mãe me sustenta. Mas eu podia ser um executivo no início das tardes, um trabalhador braçal nos fins de tarde, um boêmo nas noites e um leitor assíduo nas madrugadas. Mas claro que isso foi só pra fazer referência aos manuscritos econômicos e filosóficos de Karl Marx, porque na maior parte do tempo eu fui boêmio mesmo. Mas é bom sabe, não se preocupar com nada (e isso até que gerou problemas). Mas foi um momento de descanso mesmo, amadurecimento do intelecto (kkkkkkk), pude ler coisas só pra me divertir, retomei o gosto pelo xadrez, evoluí em alguns pontos nas obras do campinho, estive jogando o tempo fora com pessoas a quem não dou estas oportunidades neste mundo normal besta corrido de aulas. Mas também tive que enfrentar burocracias que só de pensar dá vontade de deixar pras férias (como de fato ocorreu). Burocracia é muito chato, carimbo pra tudo, tantas formalidades. Eu considero necessário, mas só é chato proque não atingiu tudo, ou seja, tem muita coisa desorganizada e porque demora muito, você perde muito tempo, por isso tem gente que trabalha só pra resolver os pepinos pros outros [e eu pensei que queria ter alguém pra trabalhar nisso pra mim um dia e pensei também que eu tenho a capacidade de trabalhar nisso pra alguém hoje]. E por isso eu tinha que me preparar emocionalmente antes de ir enfrentar um cartório, etc. e fazia uma coisa de cada vez, um dia de cada vez em determinada parte do dia e com isso voltamos ao comunismo de Marx. As pessoas podiam ter a chance de ser várias coisas, né? Tipo, serem cientistas políticos, namorados dedicados, jogadores de futebol, músicos, conselheiros, promotores de eventos, leitores assíduos, trabalhadores braçais, filósofos e críticos de arte, tudo isso ao mesmo tempo. É, essas coisas que eu disse não sou eu, foram exagerações, aspirações, mas será que mesmo como aspirante eu estou cumprindo esta doutrina do comunismo de ter várias ocupações? Não! Não, porque eu faço estas coisas com um tempo muito reduzido, de forma que não dá pra descançar, pra fazer tudo isso com qualidade, aprofundar. Não me tornei cientista político, sociólogo ou filósofo nem músico, jogador de futebol e crítico de arte, agora que estou estudando não posso mais ser leitor assíduo de livros que só servem para diversão e não sei se sou o namorado dedicado. Não poderei ser todas estas coisas, tenho que priorizar poucas e apertar no meu tempo de modo que eu não acabe desmaiando em cima dos deveres e o tempo vai passando e vou fazendo parte de uma coisa, parte de outra, será que estou fazendo bem? Esta resposta terei daqui há algum tempo e será que vai ser positiva? Este é o drama do mundo moderno. A gente devia ser mais livre pra viver de boa e ser boêmio o quanto quisesse até que desse vontade de se especializar, até que desse vontade de sair de casa e ir resolver um problema que você sabe que tem que resolver, mas pelo menos tem um prazo confortável que te dá o direito de pensar e se preparar.
Pff, pff, Onde é que isso tudo vai parar?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O que dizer sobre as marcas?

Qual marca de sapato é melhor?
Resolvi pesquisar na internet pra ver se eu achava modelos mais bonitos da Calvest (que eu tinha olhado em Goiânia) ou da HB (que eu olhei aqui em Itaberaí). Não observei modelos, afinal não entendo nada de sapato, mas Calvest tinha mais opções de busca, portanto constatei que era uma marca de mais pedigri. Mas no fim das contas, pela comodidade e por medo de não reencontrar o modelo observado lá em Goiânia decidi ficar com o daqui, acho que não vou me arrepender, eu não tinha achado nenhum dos dois perfeitos, mas acho que eu não acharia perfeito sapato nenhum no mundo!
Quando, influênciado pela letra do Nando Reis e pelo próprio uso do Humberto Gessinger, eu resolvi que ia querer um all star, logo em seguida comecei a enxergar que várias pessoas estavam voltando com este peculiar tipo de tênis. E não foi por não gostar ou achar feio que eu decidi não mais querer.
Uma vez fui olhar um tênis pra comprar e se há algo que eu não consigo me agradar bem é com os modelinhos de tênis que a gente encontra por aqui: uns coloridos, uns cheios de molas e telinhas outros em cores toscas e alguns enormes. Insatisfeito eu não poderia ficar sem, achei um até legalzinho, não muito bom, mas melhor que todos e resolvi levar. "Este é igual ao modelo da adidas" - Foi o que a vendedora disse ao empacotar o bicho. Nessa hora foi quando eu quase desisti de levar, uma coisa que não suporto é falta de criatividade! Mas pela necessidade e falta de opção não pude negar naquele momento.

Alguém poderia me explicar: por que sempre quando em uma mercadoria está escrito a palavrinha "original" essa mercadoria é piratona? É uma coisa que me intriga, porque obviamente quem é original não precisa escrever isso na testa, né!

Um dia um cara veio num papinho que estava se sentindo bem, pq tava trabalhando e ganhando o próprio dinheiro, trabalho humilde, mas digno que agora podia comprar suas roupas como queria e que por isso só comprava roupas no estilo 775, Cavalera e etc. Bom pra ele né. Tem gente que ocupa tanto a cabeça com nomes de marcas, modelos de carro e artistas populares da tv eu fico besta! "Sabe aquele celtinha amarelo, com areofólio, saia e roda?" - Às vezes falam isso como se os carros mais humildes não tivessem roda, coitados! "Esse carro que estava aqui era de fulano?... Era um vectra?... Sedam, chevrolet, azul metálico?... Não, não era, isso é um toyota." - Eu tenho que olhar pra bunda pra saber que carro é. Marcas de camiseta eu também não sei dizer e não me sinto melhor com uma estampa escrito "dízel" ou coisa parecida, pelo contrário com o mesmo pano vc acha coisa bem mais barata! Tem gente que vai me achar um idiota por isso, mas eles nem vão ler.
Fui comprar uma camiseta, achei bastante bonita e era bastante cara. Pena que tinha um tubarão desenhado e eu sabia que significava alguma coisa. Fiquei calado, realmente sou exigente com cores e modelos. E gostei mesmo daquela. Mas a mulher quis argumentar em favor da camiseta, e discorreu uma dissertação sobre os benefícios da marca: nada sobre ser um tecido leve bom para o clima do nosso país, ser resistente ou ter um bom corte, mas a dissertação era sobre o fato de que era uma marca muito boa, que se via bastante no programa do Faustão. Ai que vontade de chorar! De quebra levei um chaverinho com o tubarãozinho.
Eu me pergunto o porquê de tudo isso! O porquê do conceito de McDonalds, Girafas e Bob's. Facilmente intepreto pelo ponto de vista sociológico: os ricos têm que procurar uma maneira de se diferenciarem dos pobres então empregam altos valores às mesmas coisas, mudando o nome e, com isso, angariando status. E é só por isso que a moda existe! Besteira, em vários casos a relação preço/qualidade não é proporcional!
Eu poderia falar também das pessoas que se vestem de enechiszero, kely key ou mesmo de tati-quebra-barraco, mas estamos cansados de ouvir isso. O que me incomoda é que não podemos mais ter franja, usar acessórios de metal ou ropas pretas que sobre nós cai o rótulo de emo. Outra coisa também é a música, parece que tudo virou pop, todas as letras têm que falar a mesma coisa e o complemento "universitário" é acrescentado após o estilo musical para designar uma tendência das massas melosas. Ex.: Forró/Xote Universitário, Sertanejo Universitário.
Tanto materialismo, tantas besteiras. Mas que fique claro que não falei sobre qualidade, não sou um insensível! Mas o que há de superficialidades nisso não é brincadeira, concorda? Pra terminar eu digo só uma coisa: é tudo culpa do capitalismo selvagem hahauahuahuahauhauhau!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

30 segundos

Não sei por que, mas estou sempre pensando no que vou fazer nos próximos 30 segundos. "Pensa Mateus, pensa!" é a frase que repito mentalmente sempre que os próximos 30 segundos são urgentes. É como num jogo de xadrez, mentalisar todas as várias possíveis jogadas para não cometer um erro que comprometa o objetivo maior, o xeque-mate... Tenho que ir ao banheiro, no caminho vou pensando. Chegar, digitar, exatamente assim. Na hora, melhor não. Vou pesquisar sobre um assunto, em seguida mandar um recado, depois tenho que ver se está tudo ok com o álbum, mas este vídeo me pareceu interessante, que tal abrir estes outros? Quanta janela aberta! Eu deveria ler o livro, mas não estou a fim, então vou ficar aqui, mas ler isso me parece legal, pensei que não quisesse ler nada agora. Tenho que terminar de ler todos os meus e-mails pra me sentir livre pra escrever no blog, mas antes de escrever vou ler outros blogs, quem sabe eu me inspiro. Será que tomo banho agora? Tenho que comer. Comer ou tomar banho? Qual primeiro? Tomar banho primeiro, de barriga cheia não é bom. Mas posso comer, isso vai soltar meu intestino e já resolvo tudo. Pronto. Primeiro lavar a cabeça, agora todo o corpo, secar de cima pra baixo, porque não adianta nada secar as pernas se o cabelo fica escorrendo. Acho que primeiro eu passo o creme, depois o desodorante, cueca, perfume, calça. Do que estou me esquecendo? Melhor vestir a camiseta agora antes que comece a suar que nem tirador de espírito. Isso, já posso me pentear. Não vou de chinelo, na última vez disse a mim mesmo que não iria mais porque é desconfortável. Lenso, celular, chave, carteira, tudo ok! O que farei quando chegar? No caminho eu penso, ainda tenho muito tempo até lá. Por onde vou passar... Já cheguei, droga, mas já que estou aqui... vai na tóra mesmo!